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Maria Luiza Bonini



Uso da água potável
Para lavar o chão
A água não é descartável
Não tentem me impedir, pois será em vão

Uso a floresta virgem, a devastar
Substituo por rentáveis árvores de eucalipto
Transformo o solo em imensos pastos, após incendiar
Ignoro discursos em tons apocalípticos

Uso a energia elétrica
Como melhor me provem
Sou uma egocêntrica eclética
Gasto o tanto de eletricidade que a mim convém

Lanço os detritos nos rios
Eles que tomem seu curso
Não sinto, por fazer isso, feridos brios
Foi tudo o que aprendi em meu percurso

Aos animais infernais
Prendo, mato ou ainda, vendo
Tenho lucros fenomenais
Parar pra que? não entendo .

Trabalho muito, devastando

Destruo o que não me interessa
Não dou ouvidos aos que permanecem lamentando

Para enriquecer, eu tenho pressa

Fui batizada com um nome estranho
Tenho dele orgulho, pois vivo da ambição
É um nome desprezível , por tacanho
Sou daninha, filha da Profanação


Meu nome é Poluição

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SP., jan.2009
"Ao preservar a natureza o homem está presenvando a própria vida"

 

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