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Havia um não sei
quê de nostalgia
Naquela
madrugada triste
Quando de você
me despedia
Como se um elo,
solene, se
partisse
Havia um um
desejo enorme de
não ir
Seria eterno
aquele amor
sincero
E o que
sentíamos
depositávamos no
porvir
Num diuturno
sonhar constante
e terno
Havia um certo
medo que nos
unia
Numa
cumplicidade
secreta e tão
fiel
Que nos tornava
unos em nossa
fantasia
Havia um sabor
de adeus em
agonia
Em mel
transformávamos
a dor cruel
Ao sentirmos que
entre nós, nada
mais havia
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SP.22.01.09
Poema de: Maria
Luiza Bonini
Narração: Marcos
Sérgio T. Lopes
 
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