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Os poemas são como pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam no livro que lês
Quando fechas o livro eles alçam vôo
como de um alçapão
Eles não têm pouso nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...



 



Os poemas são como rebentos
Saídos de nossas entranhas
Que gestamos com alentos
E ternura de mãe prenha

Versejados, são paridos
Numa emoção indolor
Sentimos só arrepios
Como no momento do amor

SP. 14.04.09

 

 

 

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