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Maria Luiza
Bonini
Então, o amor se
fez verbo
Em desconexas
palavras, na sua
euforia
Crendo no que
lhe parecia
eterno
Passou a dizer
ao mundo, o que
sentia
Então, o amor se
fez verbo
Em meio a toda a
sua alegria
Cantou seus
segredos em
prosa e verso
Sem censuras,
fez-se todo
poesia
Então, o amor se
fez verbo
Conjugou em
todos os tempos,
a sua fantasia
Sem perceber que
a vida, sua
algoz, o trairia
Então, o amor
que se fez verbo
Ofereceu, em
sacrifício, a
sua agonia
Calou para
sempre, o amor,
que, de amor,
então, morria
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SP. 05.11.09
 
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