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Minha confissão: Sou
um viciado
Sá
de Freitas
Desde moço tornei-me
dependente, E não tive do vício mais saída... Escravo ele me fez...
e a minha vida, Foi, em tudo, mudando de
repente.
Dia após dia
aumenta-me vontade, E um consumo maior faz-se preciso, Para que eu
possa ver um Paraíso, Pleno de sonhos... de felicidade.
Fugir não quero
dessa dependência, Se cura houver não tomo nem ciência, Embora, às
vezes, ela me leve à dor.
Sou usuário e mesmo
traficante, Pois desejo levar o semelhante, À este vício que se
chama amor.
Avaré -
SP
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Da dependência sou irremediável
Em caminhos que me levaram a vida
Entre o bom senso e o insuportável
É-me claro e evidente
que sou eterna dependente
Apesar de lutas
inglórias, apercebo-as ilusórias
De um
pandemônio que me faz carente
Expectando esse
desejo que se torna possessório
Externado pranto em minhas madrugadas turvas
Onde a solidão
permeia em tristes alegorias
Sinto-me vazia sem poder evocar às turbas
Em meu gritante sonar ao amor que
clama íntimo
Que em mim se faça a inevitável magia
Inocule-se em minhas veias, amor-oprímo!
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