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Inferno maior
Eugénio de Sá
Inferno outro
não há, tão
flamejante
Tão hórrido
tormento, tão
atroz
Que o do ciúme
torpe e
infamante
Quando nos cinge
com seus górdios
nós.
Mesmo sem que o
queiramos,
sorrateiro
Ele chega
confundindo o
nosso cerne
E chafurda, qual
porco num
chiqueiro
Insinua-se vil,
não fora um
verme.
Então, loucos e
cegos pela dor
Esquecidos do
que ontem foi
amor
Condenamos sem
dó nem piedade;
O que nos foi
mais pulcro,
mais sagrado
E esse amor,
perdida a
castidade
Nos morre às
mãos, sem ter
sido julgado!
Brasil/maio/2008
 
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